domingo, 19 de março de 2017

Eu em você, você em mim

Eu sinto teu olhar em meu corpo, e tuas mãos, as vezes.
Te vejo ao longe e penso no que imaginei, e que não foi.
Também me vê, mas não enxerga ou não acredita... Nem eu.
Mas toda vez que sinto você distante me corta o coração.

Você busca meu olhar e meu calor.
Fica perto, bem perto, quase colado, toda vez que isso é possível.
Mas não quis ser nós.
Repouso no meu sono lembrando dos momentos que trocamos todo nosso ser.

Sexo, mas tem algo mais.
Quando chego perto desperta o vulcão em ti.
Eu fico desbaratinada, acreditando que é possível transgredir meus valores, todos eles, por você.
Eu confessei, lembra?

Disse que te amava e esperava que me olhasse novamente.
Por duas vezes entreguei meus sentimentos em suas mão e você desprezou.
Quando me abraça, sinto teu calor. Tua vontade, mas quando vamos em direções separadas, tudo se perde, e eu também.
Nos perdemos um do outro.

Mas porque esta chama não apaga com o tempo?
Será que não significamos nada um para o outro?
Será que te esqueci?
Será que só fui uma aventura para você?

Então porque seu olhar me busca, teu corpo me procura, me provoca.
Tua mão sempre vem em minha direção?
Teu pensamento reflete eu.
As vezes penso que não te esqueci.

As vezes penso que não passei para você também.
Estou aí, dentro, colada, tatuada.
Não consegue me esquecer.
E nem eu de você.

Mas procuramos outros...
Não nos damos a chance...
Não aceitamos nossos sentimentos...
Por que?



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