quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sozinha

Vem, me beija e deixa eu te beijar.
Vem, se deixa levar pelo embalo do nosso amor, que chegou e que está em nós.
Vem pegar minha mão, pegar meu corpo em fogo e te entregar a esta paixão.
Não senti sozinha e você também não.

Teu beijo ficou na minha boca e teus carinhos na minha alma, teus gemidos ecoam em meus ouvidos.
Eu quero mais!
Ainda temos o que descobrir juntos. Amanhã não importa.
Deixa o amor chegar seja como for.

Não senti sozinha, você não sentiu sozinho. Por que jogar? Quero viver, quero ser, quero você!

Mas então abri os olhos...
Notei que estava só.
Você não veio, nem esperou.
Não, nem  chamou.
E foi então que percebi que Senti só.
E que só eu senti.

domingo, 19 de março de 2017

Eu em você, você em mim

Eu sinto teu olhar em meu corpo, e tuas mãos, as vezes.
Te vejo ao longe e penso no que imaginei, e que não foi.
Também me vê, mas não enxerga ou não acredita... Nem eu.
Mas toda vez que sinto você distante me corta o coração.

Você busca meu olhar e meu calor.
Fica perto, bem perto, quase colado, toda vez que isso é possível.
Mas não quis ser nós.
Repouso no meu sono lembrando dos momentos que trocamos todo nosso ser.

Sexo, mas tem algo mais.
Quando chego perto desperta o vulcão em ti.
Eu fico desbaratinada, acreditando que é possível transgredir meus valores, todos eles, por você.
Eu confessei, lembra?

Disse que te amava e esperava que me olhasse novamente.
Por duas vezes entreguei meus sentimentos em suas mão e você desprezou.
Quando me abraça, sinto teu calor. Tua vontade, mas quando vamos em direções separadas, tudo se perde, e eu também.
Nos perdemos um do outro.

Mas porque esta chama não apaga com o tempo?
Será que não significamos nada um para o outro?
Será que te esqueci?
Será que só fui uma aventura para você?

Então porque seu olhar me busca, teu corpo me procura, me provoca.
Tua mão sempre vem em minha direção?
Teu pensamento reflete eu.
As vezes penso que não te esqueci.

As vezes penso que não passei para você também.
Estou aí, dentro, colada, tatuada.
Não consegue me esquecer.
E nem eu de você.

Mas procuramos outros...
Não nos damos a chance...
Não aceitamos nossos sentimentos...
Por que?



domingo, 21 de agosto de 2016

Dois corpos

A carne tremia, tensa, sobre o móvel da sala
A mente flutuava em fantasias e devaneios
A distância era um álibi que se rezava não diminuir
Queria sim, que permanecesse imensa.
Mas era inútil.
Os dois corpos e as duas mentes se atraíam como imã e ferro.
Podia-se sentir o cheiro do desejo no ar.
Os dois corpos, que estavam distantes,
Se aproximaram, primeiro embalados pela música
Cujo sentido era o feito...
Fazer com que os dois corpos estivessem colados, peito no peito
Para assim sentirem o desejo, bem perto, junto.
Depois o vinho, este foi o motivo da brisa quente e ofegante
No seu pescoço soprar.
Já não podiam se controlar.
O calor já não tinha mais refúgio, estava a exalar,
E a distância que era amiga,
Agora tornara-se o sofrer
Por que aqueles dois corpos se foram
E não marcaram de se rever.

A cor

O preto e o branco ofuscam minha visão nesta noite de intenso calor.
Olho lá fora e a sombra das pessoas que passavam pelas ruas continuam a perseguir meu sentido.
Percebo então que te vi, sim hoje eu te vi, e essa sensação de abandono toma conta do meu ser.
Pergunto-me então sozinha o porquê?

São emaranhados de pensamento confusos dispersos no ar
Por mais que procure respostas
Não consigo parar de perguntar

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Me tomou... Com o tempo


Quantas noites em claro passei esperando por um beijo ardente de amor!
Quantas vezes me olhei no espelho tentando não deixar as lágrimas caírem pelo meu rosto,
Por pensar que só era eu quem te amava.
Tantas vezes briguei comigo mesma para que não crescesse este sentimento no meu peito.

Os abraços, os beijos as carícias que eu sentia com o calor do amor, não eram sentidas somente por mim.
Enfim tu te revelastes, te entregastes a esta paixão, te deixastes viver nosso amor incondicional e livre.
Abraçou-me como me abraça o vento e nosso beijo durou horas...
As horas mais felizes da minha vida, naquele momento, naquela noite de entrega, naquele amor.

As palavras surgiam na mente e não precisavam mais serem controladas. Ainda com medo, elas brotavam da minha boca, com emoção.
Quase chorei, várias vezes...
Me via nos teus olhos, no teu sorriso, no calor do teu corpo... Não tivemos pressa em nos tornarmos um.
Estávamos sedentos dos nossos beijos apaixonados.

Bebíamos um no outro a presença, mas o tempo implacável passava
sem piedade de nossos corpos.
O que antes passava morosamente durante as semanas sem te ver...
Agora era implacável.
O tempo que tornou-se regra para nossos encontros, agora corria contra nós.

Confesso que queria gritar ao mundo nossa paixão.
Contar para todos para que não precise mais justificar meus sumiços para ficar contigo: meu novo amor.
Tu és meu número, meu par. Sinto tanta tua falta, mas meu coração se acalenta com tuas palavras, sem nem mesmo precisar ouvir tua voz.
Pensar que enfim havia conquistado teu coração, não cabia em minha mente.

Estamos marcados um no outro e um pelo outro.
Um amor simples e delicado, que só quer o prazer da presença, que já não pode mais esperar 15 dias, nem mesmo 15 horas.
A boca chega a abrir para falar... Mas o coração cheio de ti não deixa...
Sussurro através do meu corpo, transpiro este sentimento...
E a frase que ele murmura por meio do meu gozo, da minha entrega e da minha emoção é EU TE AMO.

sábado, 19 de setembro de 2015

Setembro

Setembro chegou!
A poetiza antes adormecida desperta como as flores na primavera.
O sol lhe reanima.
Pensa então em escrever um poema.
As flores e e o perfume do mês florido lhe inspiram.
Então, subitamente, passa a mão em uma caneta e uma folha em branco, que começa a receber as primeiras letras...
Mas ela pára...
E como se murchasse suas pétalas ela desiste.
Cadê sua inspiração?
Ela não ama mais...
Ela está só...
Se não recebeu seu abraço apertado e um beijo de bom dia!
Ela ainda não recebeu a rosa da primavera...
Ela ainda não desabrochou para o mês perfumado.
Mas ela espera...
O poema que quer escrever não é de amor
Hoje é o primeiro dia.
Ainda tem os outros 29 dias para se inspirar!
fecha o caderno, solta a caneta e olha a janela...
a rua e o tempo a passar.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mundo ao redor

Passos rápidos e distraídos.
Não sente cheiros, nem vê os botões se fechando com a chegada do outono.
É tudo dinâmico, corrido, intenso.
O tempo passa, como passam as ilusões.
Como passam os verões.
Como passa a presença e a ausência.
Um d
ia o esquecimento toma conta e o que era importante e presente, passa a ser apenas uma lembrança.
Mas vejo esse mundo ao meu redor e percebo como tudo muda, e com o tempo, mudo também.
As coisas, as pessoas, as prioridades, os sentimentos...
Não posso e não devo ignorar o mundo ao meu redor.
E o tempo? Ah o tempo está no pensamento de quem o tem.