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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ferida aberta


Longe demais vai meu pensamento
Perdido na poeira do sentimento
Com medo de tudo acabar
Com vontade de voltar
Tecendo fios de esperança
Com a força existente na lembrança
Com o sabor da saudade voraz
Com uma infinita vontade: quero mais
O vento que agora frio congela
o vulto ansioso da emoção
Meu íntimo vive em uma cancela
Que aprisiona meu coração
Estonteada e perdida
Rogo que essa clausura se encerre
Mas sinto muita dor na ferida
Que devora minha alma arguida
As forças que liberam um grito de dor
São as mesmas que brotam na ora do amor
Ergue no peito o fulgor imenso
Mas acaba depois com o sofrimento
A medida que o tempo passa
Fica mais perto a linha de chegada
E cada passo, cada metro que percorro
São como infindos gritos de socorro
A garganta seca os lábios entreabrem
Mas não tem jeito de viver
Com essa bendita vontade certa
Com as mãos no rosto e a ferida aberta

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O ponto

Amor correspondido
Cuidadoso, simples, intenso.
O sorriso que torna a vida mais alegre
O ar mais leve, a folha que cai.
O vento que sopra e as nuvens vão embora
Ah quem me dera se agora pudesse em teus braços estar
Iria uma linda música cantarolar.
Isso aquela que embala nosso embalar.
Que rega nosso amor.
Um universo secreto que inunda a alma
Do cantor.
Que preenche aquele frio arrebatador.
Que suspira entre as entranhas do ser
revelando um doce sabor.
Sinto teu pensamento. Penso
Parece que se comunica comigo.
Percebo quando pensa em mim.
Parece que estás aqui. Me iludo.
Corro do quarto fico muda.
Perco o sono, desarrumo tudo.
Saio desesperada a tua procura.
É, é uma loucura sim
Mas loucura de amor é a verdadeira sanidade
Buscar um amor de verdade que fique perto,
Seguro, que não te deixe flutuar no escuro.
Errante, solitário e nu.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lágrimas e liberdade


É como se tivessem cortado minhas asas
Estava olhando tudo do alto, lá de cima
Era tão bonito.
Via as nuvens passando por mim e sentia
o vento fresco deslizando pelo meu rosto.
Quase sentia frio.
As coisas que se vê lá em cima são raras.
Quase inacreditáveis.
E agora, sem poder voar me sinto inútil.
Como se me tirassem o ar
Como se não podesse mais ver o mundo
novamente.
Estou enclausurada na minha emoção.
Não vejo nenhuma luz apenas escuridão
Meu penar é pesado como um dia de furacão.
Arruinada paixão.
Aquela da liberdade.
Estou trêmula.
Não sinto minhas asas.
Não corro mais.
Não vejo mais minhas companheiras aves.
Não consigo parar de pensar
Quero voltar.
Deixar essa tristeza aqui embaixo.
Rever o céu azul lá em cima,
ver o vazio no vento, olhar o horizonte
tentar buscar, deixar os raios de sol iluminar
a doce revoada do vento.
Sentir o vento soprar pelas minhas asas...
Sentir aquele calor misturado no ar.
Sentir o frio no meu bico pousar.
Ouvir o barulho dos meus irmão de liberdade.
Correr e levantar, numa revoada de bando andar
Batendo minhas asas sem parar
Até depois das nuvens chegar
Beijar o vento tocar o ar
e num rasante me entregar.
Não quero nunca mais pousar
Quero pela eternidade VOAR.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Inconsciência


A cura é a presença da alma.
A dor é de dentro pra fora.
Meus ruídos são inaudíveis.
A quem recorrer
Estou descalça na calçada
da desesperança e da ilusão
presa em sentimentos confusos
e com ideias difusas e complexas.
porque me vejo assim,
tão impotente e inibida?
estou com os olhos cravados no chão.
não consigo olhar o horizonte,
não consigo ver a mim,
não consigo ver ninguém.
minha voz não sai,
grito, mas ninguém ouve meu brado.
estou só.
mas queria estar contigo.
estou aqui, mas imagino
o seu lugar
fico procurando imagens em minha mente
pesando como poderia ser.
a disposição das janelas
a cama
o ar
o que tem no teu olhar
qual tua visão de lá?
qual tua visão de mim?
onde vai dar...
onde vai dar...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tudo passa...



As nuvens aprisionam minha mente
Tudo fica nublado, tudo escurece
E se desenha de forma incompreensível.
As palavras se embaralham, uma lágrima rola.
Meu peito chora e a nuvem não vai embora
A imensidão da noite cobre com pingos
De luar meus passos cansados.
A vontade de voar vai sumindo
É igual ao esperado dia de domingo
Que demora a chegar.
As pessoas que passam falam, mas não escuto
Mas a tua voz retumba incessantemente no meu
Coração.
As horas demoram a passar.
O vazio fica cada vez maior e mais profundo
O amargo da solidão toma conta, e fico
Então pensando se não é esse meu jeito...
Solitária e amarga.
Fria e amordaçada.
Intempestiva, sim.
Muito eufórica, será que não me escondo de mim?
Até essa nuvem de mim se afastar é assim...
E se assim quiseres, será me amar.

domingo, 6 de maio de 2012

Amar duas vezes



Aquele céu azul passando pelos meus olhos.
O vento e a vontade de abrir os braços...
... E voar, vontade de voar.
Não estou em uma competição.
Estou apenas sendo eu.

Aquela chave... Abriu minha emoção
Abraçou meus desejos e me cativou.
E eu vivo cada momento.
Eu abençoo cada respirar.

Deixo que a o embalo da emoção
Possa então me embalar.
Aquela vontade que insurge de um soluçar.

Para um dia de sol e nuvens brancas
Abre o peito e deixa a energia entrar
Energia que perco nos teus braços

Me dou
E o calor do sol se confunde
Com o calor do teu beijo

E vejo ainda o céu azul
O sol passando
E retornando em mim

A vontade de voar
E de amar
Duas vezes

sábado, 21 de abril de 2012

Sonhos...


Meus sonhos são do tamanho da
minha capacidade de torná-los
realidade.
Isso é do coração...
Quando te quis corri atras.
Quando te tive, também medo.
Quando retornei, tarde demais.
Quando sussurro, desprezo.
Ao entardecer visões reais.
Ao raiar do sol tristeza
A intensão é de ser voraz
A solidão desterro
Minha emoção cala-se ao te ver
Meu coração sossego
Meus dedos paixão
Meu corpo pulsar
Minha mente vibração
Meu desejo... Te amar.